domingo, 21 de setembro de 2008

Um desafio.


Um desafio que parece ser tão sangrento.

Embaçado, vidros de uma janela sem fundo.

No silêncio dessa tarde, ainda ouço sua voz.

Sinto um vazio dentro de mim.

Crescia algo, que se prendeu, e ali ficou.

Um doce adeus que foi amargo.

O que significaria essa frase?

Não sei, somente que sinto que a cura para feridas de solidão, não existem.

Cada lembrança, um conto.

Volto a me queimar, quando penso em ti.

Cada oportunidade, uma obra do destino.

De magia e sombras.

Vestígios e lembranças. Contos, em geral.

Nessa tarde em que o relógio não pára, sinto que tudo vai para o nada.

Do que me adiantaria salvar vestígios numa folha de papel?

Se a chuva já me tirou tudo...

Como se estivesse numa guerra, eu lutei.

Sangrei, como se fosse apenas trapos.

O desafio de esquecer-me de ti.



Um comentário:

Snivella disse...

Ah, eu amo ler você meninaa!

Impressionante ;)