sexta-feira, 12 de setembro de 2008


Mais do que sílabas bem pronunciadas. Chamas que não ardiam estavam refletidas no primeiro lago que apreciara. Do outro lado, um jardim, um balanço a voar. A magia era desconhecida, eram apenas gravetos que giravam no ar fantasticamente, como crepúsculos alegres de um amanhecer. Um sonho quase impossível, invisível como o ar.

No verão apreciava lírios. No inverno, a neve. Aprendeu que nada era mais poderoso — nem mesmo uma maldição de morte — do que o amor.Estava longe de aprender a ser fria. Quem olhasse em seus olhos encontraria a paz eterna. Eram diferentes, jóias em sua face de porcelana.

▪ Ódios e tormentos... Sentimentos amargos, nunca ia querer experimentá-los. Ansiava por experimentar um doce sentimento. Almejava pela indiferença.Era mais do que uma bela juventude, era viver um conto de fadas.

Viveu, sonhou, lutou pela liberdade... Devaneios eram frutos de uma fantasia distante. Sim, ela conheceu fadas, e foram elas que a ensinaram a sonhar, a acreditar em contos e a lidar com a doçura e amargura.Era de seu costume recitar poemas ao vento. Fazia de seu coração traços que queria varrer.

Contemplava lagos, mudos e ao mesmo tempo tremeluzentes. Tinha tantas histórias para lhes contar, tantos poemas para recitar... Mas tinha medo de despertá-los. As águas adormecidas pareciam ignorar suas lágrimas... Eram freqüentes as tentativas para persuadi-los.Era apenas uma boneca de porcelana, ou talvez uma criança aprendendo a sonhar. Alguém que, obviamente, só presenciou rosas e lírios em seu jardim, que nunca viu espinhos ou lágrimas. Tudo era apenas sorriso; nunca esperou a morte. Guardou esses álbuns até o fim.

2 comentários:

J.D.Leal disse...

lindoooooo

Severo Snape disse...

...Sua alma...é como seu coração...os dois trabalham com harmonia....assim como o leve soar de seus dedos e pensamentos...